A Assembleia Municipal de Ponte da Barca, que se realizou no passado dia 28 de Junho, gerou nova troca de acusações entre PS e PSD locais. Em causa está “abuso de poder” por parte da Presidente da Mesa da Assembleia, em substituição, Rosa Maria Bouças, defendem os socialistas, enquanto o PSD acusa os deputados socialistas de “enorme falta de responsabilidade”.

O Partido Socialista em comunicado afirma que os “Deputados Municipais do Partido Socialista abandonaram em bloco a Assembleia Municipal de ontem (28.06.2019) em protesto contra abuso de poder, dualidade de critérios e violação grave do regimento da assembleia por parte da Presidente da Assembleia, em substituição, Rosa Maria Bouças.”

No mesmo texto pode ler-se que “estas têm sido práticas reiteradas pela Mesa da Assembleia em funções e que ontem ultrapassaram todos os limites do aceitável. A Democracia não está suspensa em Ponte da Barca. As regras aplicam-se a todos, incluindo à Presidente da Assembleia, em substituição. A assembleia municipal é a casa da democracia do poder local. À Mesa da Assembleia cabe o papel de “árbitro” na gestão dos trabalhos. Não pode é “vestir a camisola de uma das equipas” e cometer sistematicamente arbitrariedades grosseiras, dualidade de critérios e ilegalidades ao arrepio do regimento que tem o dever de cumprir e fazer cumprir.”.

Os sociais democratas também reagiram em comunicado, lamentando “a enorme falta de responsabilidade do Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Ponte da Barca no passado dia 28 de junho, nomeadamente na recusa ao apoio à freguesia de Azias.”

“A par do completo desnorte na orientação política do Partido Socialista, os eleitos socialistas na Assembleia Municipal, incompreensivelmente, recusaram participar na votação dos pontos relativos aos Protocolos a serem celebrados entre o Município e Ponte da Barca e a Freguesia de Azias para beneficiação da Estrada Municipal 531 (ligação a Sampriz) e do Caminho do Lugar de Paçô, ausentando-se da Sessão em protesto pela não retirada do ponto da ordem de trabalhos como exigiam.”, pode ainda ler-se no comunicado.

O partido liderado pelo actual vice-presidente da autarquia, afirma ianda que “não obstante a confirmação da legalidade e cumprimento do regimento dos pontos a serem debatidos e votados, a atitude empreendida pelo PS primou pela oposição órfã de iniciativas e propostas para o concelho e igualmente reveladora da total desorientação e desinteresse do PS na resolução de um grave problema que afeta a população de Azias há já demasiado tempo. A agravar a própria posição do PS, o próprio Grupo Municipal do PS votou favoravelmente a discussão conjunta dos protocolos em causa, participou na votação de um dos pontos, tendo-se posteriormente ausentado da sala a meio, facto que mina qualquer argumento de razão ou coerência agora falsamente invocados pelo PS.”

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