Os médicos iniciaram hoje uma paralisação de três dias, que os sindicatos consideram ser pela “defesa do Serviço Nacional de Saúde”. Em Ponte da Barca, na Unidade de Saúde Familiar Terras da Nóbrega, a greve não afectou o normal funcionamento dos serviços, sendo que apenas 2 dos 5 médicos escalados para o dia de hoje aderiram a esta greve, segundo fonte do espaço de saúde barquense.

A reivindicação essencial para esta greve de três dias é “a defesa do SNS” e o respeito pela dignidade da profissão médica, segundo os dois sindicatos que convocaram a paralisação – o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Em termos concretos, os sindicatos querem uma redução do trabalho suplementar de 200 para 150 horas anuais, uma diminuição progressiva até 12 horas semanais de trabalho em urgência e uma diminuição gradual das listas de utentes dos médicos de família até 1.500 utentes, quando atualmente são de cerca de 1.900 doentes.

Entre os motivos da greve estão ainda a revisão das carreiras médicas e respetivas grelhas salariais, o descongelamento da progressão da carreira médica e a criação de um estatuto profissional de desgaste rápido e de risco e penosidade acrescidos, com a diminuição da idade da reforma.

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